quarta-feira, 13 de junho de 2012

Eu sei que lá no fundo 
Há tanta beleza no mundo 
Eu só queria enxergar 
As tardes de domingo 
O dia me sorrindo 
Eu só queria enxergar 

Qualquer coisa pra domar 
O peito em fogo 
Algo pra justificar 
Uma vida morna 

O mundo acaba hoje,eu estarei dançando 
O mundo acaba hoje,eu estarei dançando 
O mundo acaba hoje,eu estarei dançando 
Com você 

Não esqueço aquela esquina 
A graça da menina 
Eu só queria enxergar 
Por isso me entrego 
A um imediatismo cego 
Pronta pro mundo acabar 

Você acredita no depois 
Prefiro agora  
Se no fim formos só nós dois 
Que seja lá fora 

O mundo acaba hoje,estarei dançando 
O mundo acaba hoje,estarei dançando 
O mundo acaba hoje,estarei dançando 
Com você 
O mundo acaba hoje,estarei dançando 
O mundo acaba hoje,estarei dançando 
O mundo acaba hoje,estarei dançando 
Com você 

                                                  (Pitty - Dançando)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

UMA MULHER

  É engraçado como são as coisas. Em determinadas horas, têm-se a impressão de que se sabe tudo o que teria pra saber sobre a vida. Aí ela vem e te dá uma bofetada na cara! Como é constante e ao mesmo tempo desafiador esse aprendizado meu Deus!! Você tem determinadas certezas, certas convicções teoricamente testadas e aprovadas, e aí, mudam todas as perguntas e você fica com cara de tacho. 
  Foi uma mulher,sim. Das grandes, não em estatura mas em personalidade. Daquelas que sempre admirei, desde pequenino,com sua força, sua enorme força diante da vida. Como Joana D'Arc, impetuosa diante do fogo que a queimaria se não renegasse suas convicções, e louca, como uma Janis Joplin vomitando suas verdades doesse a quem doesse. Uma mulher, sim. E se foi. Levando consigo minhas eternas certezas...

sexta-feira, 2 de março de 2012

ZONAS DE CONFORTO



É ao mesmo tempo interessante e preocupante observar como as pessoas escolhem viver em suas zonas de conforto.
Uma música do Ultraje a Rigor da década de 80, "Terceiro", já falava um pouco disto sobre a preocupação de não se chegar na frente, mas tb não chegar em último, vc fica numa posição que não atraia os holofotes, mas que tb não te considerem um derrotado. Simplesmente seu esforço é empregado pra ficar numa zona de conforto onde vc fique bem com todo mundo.
Mas zona de conforto não significa que tudo ficará bem, vc perderá muita coisa, lidará com outras, terá que aceitar algumas situações.
Vc não constrói sua "fortaleza", vc constrói algo que te dê as mínimas condições de satisfação.
Vc se torna adaptável às diversas situações, de tal maneira de que fica difícil identificar sua real natureza, suas opiniões são convenientes, vc segue conforme o bando.
Cito outra música da década de 80, desta vez do Kid Abelha, "Uniformes", que fala da nossa tendência de sermos aquilo que se espera, de andar em bandos, de perdermos nossa individualidade pra sermos aceitos.
Esta zona de conforto de que falo não existe conflito, em compensação ela tem seus atritos que são intermináveis, se vc não demarca seu território, deve aceitar lidar com os que o frequentam livremente.
Se vc faz tudo que se espera de vc, tb fará coisas que não te agradam, tendo como compensação unicamente a aceitação e uma suposta diminuição dos atritos.
Vc passa a pagar "pedágio" pra ser "feliz".
No decorrer dos anos fica difícil saber qual é sua real identidade, quem são as pessoas valiosas em sua vida, que tipo de contribuição podem dar, vc se vê envolvido em relacionamentos (casamentos) que não sabe como entrou e muito menos como sair, não tem o menor preparo pra lidar com os filhos que se tornam soberanos intragáveis, vc se torna especialista em conversas de fila de banco, sua discussão mais acalorada é sobre a novela do horário nobre.
Creio que todo mundo se pega pensando, ao menos uma vez, neste processo que nos leva a zona de conforto, não sei se em busca de saídas mas, quando se torna obsessiva esta busca, normalmente metemos os pés pelas mãos.
Vc olha a sua volta (tb pode olhar no espelho), e vc vê pessoas em seus empregos "seguros", cumprindo o básico, morando em suas casas que são retrato vivo da acomodação (Tv nova não significa ânimo por grandes feitos), querendo poder, mas fugindo da responsabilidade necessária, se relacionando com pessoas que "contribuem" sempre da mesma maneira com sua vida, com as quais não tem afinidades (costumeiramente vc fala mal delas pelas costas), participando de festas onde a bebida é o "remédio" capaz de proporcionar alguma animação (e, pra variar, vc vai falar mal quando chegar em casa e substanciará o rol de fofocas nos dias seguintes), vendo seus filhos crescendo sem que vc se veja neles, eles livres, leves, soltos e irresponsáveis, e vc achando que a culpa é da natureza que os fez assim, tão sem afeto por vc.
  O reflexo disto vc vê por toda sociedade, cada vez mais representando um bando único, ouvindo as mesmas músicas, vendo os mesmos filmes, dando as mesmas opiniões. Em que mundo sem graça vivemos!
  Tudo pq tememos tomar decisões, fugimos delas. Não sabemos lidar com o confronto, mesmo que ele dure o tempo necessário pra se construir nossa fortaleza. Temos necessidade quase vital de sermos queridos, mesmo que não haja o respeito como consequência.
Não temos mais a direção, somos passageiros e, pior, nem sabemos quem está no comando. Perdemos o olhar crítico, o apreço pelas pequenas coisas, o valor de uma boa e verdadeira amizade, o significado da família, o orgulho de realmente participar da vida dos filhos, mesmo sendo nas broncas que damos pra que não percam os rumos.

         (MÔNICA SALOMÃO - PSICÓLOGA E ESPECIALISTA EM DESENVOLVIMENTO HUMANO)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

E O OSCAR VAI PARA...

  É, mais um ano se foi... E outro começa. mais um capítulo na saga de nossas vidas. Um capítulo cheio de dramas, alguns terríveis e outros mais suportáveis, mas mesmo assim, dramas. Um capítulo de aventuras, suspense e - graças a Deus - comédias!
  Nessa filmagem, sobraram vilões - o patrão, que pegou no nosso pé mais do que aos outros da empresa; os pais, que nos proibiram de fazer aquilo que todo mundo no outro dia comentou que foi incrível; o amor, que nos frustrou quando nossas intenções pareciam as melhores - mas também houveram os mocinhos - o cara estranho que nos ajudou quando o carro quebrou; o colega de trabalho que quebrou aquele galhão e aquela senhora simpática que sempre nos ajudou com as nossas crianças. 
  Os mais incríveis e diversos personagens desfilaram pelo palco da nossa existência no ano que findou. Mas resta ainda uma questão para fechar o ciclo:quem foi o protagonista, o personagem principal da NOSSA vida? Parece uma questão simples. Não é. Na verdade é preciso fazer uma boa análise das nossas desculpas e motivações durante os episódios que se desenrolaram no ano anterior.
  Você atingiu as metas que havia se proposto? Sim ou não?  Se não, porque? Atenção na resposta, já que ela revelará o protagonista da sua vida nesse ano que passou!  Você se sentiu amargurado ou derrotado?  Porque? Perdido, abandonado?  Novamente, atenção à resposta. Se ela incluir alguém, que não seja exclusivamente VOCÊ, então, alto lá amigão! Você não foi o protagonista mas o ator co-adjuvante e até, na pior das hipóteses, um figurante DA SUA PRÓPRIA VIDA!!! Como assim? Ora, vc já prestou atenção nos heróis dos filmes? Eles agem. Eles transformam. Eles moldam as situações. Eles são SEMPRE OS RESPONSÁVEIS pelos seus erros e acertos. Por isso são admirados e amados. Porque enxergamos neles a coragem e ousadia que nós não temos, quando, na verdade, SEMPRE ESTEVE ao nosso alcance demonstrá-las.
  O que você acha então, de começar essa novíssima etapa da sua vida estrelando o papel principal da sua história, e, quando um dia ela for contada por outros, você terá estado, não na figuração, sob a sombra de uma outra pessoa, mas, sim, debaixo dos holofotes, brilhando, acontecendo e, no centro do palco, ONDE SEMPRE FOI O SEU LUGAR!


                                                                           FELIZ 2012. FELIZ 2000 E SEMPRE...  (GLAUBER BRUMER)